14 razões para NÃO começar lowcarb no ano que vem.

2017 virando a esquina…dá tempo de uma última treta? Dááá!

Vamos falar sobre o estilo de vida a DIETA do momento, a tal da low carb? (ou então keto, primal, paleo, very low, lower, slow – yada yada yada)

Vamos. Não dá mais para fugir.

Primeiramente… Os aspectos técnicos: o que é “low carb”?

Lowcarb é uma dieta na qual se consome uma quantidade irrisória de carboidratos. Ok?

Mas como quando o assunto é alimentação, a gente NÃO PODE simplificar, todo o conceito do lowcarb se divide em minúcias. Então existe todo um processo de diferenciação entre as propostas da Atkins, cetogênica, paleo, Dukan, South Beach, very low, low lower…

Intercala com jejuns ou não? Faz “dia do lixo” ou não? Infinitas possibilidades…

Portanto, o objetivo deste texto não é expor todo o leque de variações sobre um mesmo tema. Tem informação de sobra na internet sobre isso. Sério.

O que você precisa saber: é restrição severa de carboidratos.

É o hype! É a última moda! É a última palavra em ciência! É tudodibom! Todo mundo está fazendo!

Tenho certeza que a sua mãe te disse que você não é todo mundo, certo?

Então eu vou te dar uma lista de razões para NÃO embarcar nessa:

1) Não é legal dentro do corpo.

O metabolismo humano é adaptado para todos os macronutrientes: carboidratos, proteínas e gorduras. E para cada grupo existem vias metabólicas específicas de digestão, absorção e excreção. O consumo equilibrado de nutrientes permite a regulação de todas essas vias. Sempre que acontece uma restrição, o organismo reage ao cenário de privação [que ele não sabe que está sendo provocado voluntariamente]. Resultado: poupar energia. Como? Diminuindo a taxa metabólica – acho que não preciso explicar que um metabolismo mais lento dificulta a perda de peso.

Outra coisa, guarde isso no coração: o nosso cérebro tem predileção por GLICOSE.

Pessoas que consomem pouco [ou nenhum] carboidrato têm dor de cabeça, letargia, irritabilidade, melancolia e dificuldade cognitiva. Quem já se meteu com a Dieta Dukan sabe muito bem do que eu estou falando. E não, você não está se livrando de “vícios” e ~limpando seu corpo~ – você está apenas se sentindo mal pra caramba.

Com baixíssima quantidade de carboidrato ingerido – portanto, de glicose circulante – é ativada uma via metabólica alternativa para converter proteína e gordura em energia para o cérebro. São os chamados corpos cetônicos.

Cetose é um mecanismo de sobrevivência ALTERNATIVO quando o corpo se encontra num cenário desfavorável de fornecimento de energia. Isso modifica o pH sanguíneo, que se torna mais ácido. Todos os processos bioquímicos que ocorrem dentro do corpo precisam de um pH específico. Então pode ter certeza que isso bagunça muitas coisas.

Além de tudo, você pode sofrer hipoglicemia e desmaios.

Quando alguém aparecer te falando que a cetose é uma coisa maravilhosa, não acredite. É sério: não acredite.

DISCLAIMER: você é o Ás da bioquímica? Tem quarenta e sete ESTUDOS para me mostrar sobre o quanto a indução da cetose é uma coisa ótima? Legal, fera. Me mostre um que leve em consideração o impacto emocional de cortar carboidratos e induzir cetose. Conte-nos mais sobre a situação maravilhosa que é sair para jantar com os amigos e raspar o queijo da pizza para jogar a base fora.

ESTE é um dos principais problemas a respeito dessas dietas: As pessoas enchem a boca para falar de metabolismo, fisiologia, bioquímica…. e esquecem que a proposta envolve um ser humano com sentimentos e vida social

2) A história se repete.

Já ouvi dizer que “brasileiro tem memória curta”. Mas a realidade é que humanos têm memória curta. História é algo importantíssimo, e devíamos levar em consideração… mas simplesmente nos deixamos levar por situações cíclicas.

Explico.

Na primeira metade do século XX, começaram a surgir os primeiros estudos científicos relacionando o colesterol sanguíneo com o risco de desenvolvimento de doenças cardíacas.

Pois bem.

A partir do final da década de 1970, nos EUA (hiperbólicos que são…) já estava travada uma GUERRA contra a gordura. Quem já era crescidinho durante as décadas de 80/90 certamente se lembra disso. O terror era o colesterol. O ovo era o pior dos alimentos. A alimentação tinha que ser Fat Free.

(A norma há 30 anos)

Então vamos pensar no seguinte: como a alimentação PRECISAVA ser “fat free”, as pessoas passaram [naturalmente] a consumir menos produtos de origem animal (que normalmente contêm gordura e proteína na sua composição) – com um menor consumo de gorduras e proteínas, o aumento do consumo de carboidratos foi uma consequência do terrorismo que foi feito.

A proporção de carboidratos na alimentação ocidental aumentou porque o VILÃO da vez era a gordura.

A alta prevalência de carboidratos na dieta leva ao progressivo aumento de triglicerídeos e, portanto, ganho de peso.

Mas olha que INTERESSANTE:

As pessoas que passaram 20 anos escutando que o colesterol era a causa de todos os males, hoje em dia se sentem amedrontadas e culpadas quando fazem um omelete com dois ovos [Tô mentindo?]

Os jovens de hoje comem dez ovos por dia numa boa, porque é topíssimo…mas têm pavor de pão.

Procurar um único culpado para os problemas da humanidade é um eterno morde-e-assopra!

(Revista Time aterrorizando o público em 1984 e em 2014 – total mudança de discurso em 30 anos)

*PROFETIZANDO*

Já que estamos em plena virada do ano, eu neste momento estou PROFETIZANDO!!!!!!

Daqui a 30 anos, o principal vilão da alimentação e da saúde será a proteína. Além da obesidade (que dificilmente será contida), teremos uma epidemia de insuficiência renal.

Então, entusiastas do empreendedorismo: se querem pleno sucesso financeiro em 2047, abram uma clinica de hemodiálise. Porque é muito whey pra pouca máquina 😉

Então se você está na crista da onda da demonização do carboidrato. Abre o olho. Porque é mais do mesmo, só que com nova roupagem.

3) O alarde do VÍCIO.

Basta orbitar por alguns grupos no facebook (ou de whatsapp, mais intimistas), instagrams e blogs sobre low carb para encontrar comoventes testemunhos de pessoas que se libertaram do crack açúcar.

Quando você corta todo o carboidrato/açúcar da VIDA por duas semanas, você não tem uma epifania de libertação: você está apenas em agonia metabólica. E um tanto embriagado (por causa dos corpos cetônicos que eu falei lá em cima)

Essas histórias de que existe uma cúpula maligna, composta pela indústria alimentícia e pelo governo, para VICIAR a população em comida e deixá-la doente… não te parecem meio OVER?

(Observando você comer carboidratos…)

Por experiência, já sei que muitos dirão que eu fui ENGANADA na faculdade e que a melhor opção para o ser humano é não comer, porque os constantes jejuns são maravilhosos e a comida é um “vício”.

Olha, se eu faço parte dessa conspiração do horror estou no aguardo do meu PAGAMENTO. Ei, Nestlé? Kraft? Mondelèz? Cade a parte que me cabe?

Comer compulsivamente é um comportamento que certamente segue a dinâmica do vício. Mas não é vício EM COMIDA. Clique e entenda.

Se açúcar fosse igual a cocaína ou crack, já teríamos o dramático fenômeno da AÇUCARLÂNDIA nos grandes centros urbanos. E todas as pessoas que adoçam seus cafezinhos com açúcar refinado precisariam de Rehab.

(Aliás, eu sei que os lowcarb mais radicais defenderiam o rehab de açúcar…mas sinto muito, It’s not gonna happen)

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(Menos.)

4) A constante sensação de fracasso

Um dos princípios da lowcarb é que a abstinência de carboidratos é uma questão de força de vontade. Ou seja, só existem furos na dieta quando VOCÊ fraqueja.

Então toda vez que acontece uma “jacada” (palavra ridícula, francamente), isso é um fracasso pessoal.

Acontece que im-pos-sí-vel cortar carboidrato e seguir imaculado. E isso não é culpa sua. Não tem NADA A VER com força de vontade. Nem com disciplina.

Quando você finalmente se rende ao carboidrato, isso acontece porque o seu corpo fez TODAS as manobras fisiológicas, metabólicas, cognitivas e psicológicas necessárias para te tirar desta vida horrível. Não é sua culpa.

Mas o pessoal lowcarb também é team foco-força-fé… Então a culpa sempre vai cair na sua cabeça, como se o rebote pudesse ter sido evitado (inocentes…)

E em termos de saúde emocional, não é preciso ser nenhum gênio para saber que conviver com fracasso constante não é uma sensação boa.

(que DEPRIMENTE)

Guarda a minha dica: sabe qual é a melhor maneira de não furar a dieta? NÃO ESTAR de dieta.

5) Mascarar transtorno alimentar restritivo

Nem toda dieta leva a um transtorno alimentar, mas todo transtorno alimentar começa com uma dieta.

Certo?

A dieta lowcarb associada com jejum é um PRATO CHEIO para as pessoas que têm transtorno alimentar do tipo restritivo.

Veja bem: você come pouquíssimo, corta grupos alimentares inteiros, passa horas em jejum… e recebe aplausos por isso!

Em tempos de ascetismo dietético, onde as pessoas proclamam aos sete ventos que é MARAVILHOSO “se mostrar superior” à comida… A anorexia, com o devido reforço positivo, vai muito bem, obrigada.

(TEM CARBO NESTE PRATO!!!!!!!!!!!)

Segura outra dicacomer é bom.

6) Compulsão!!!!!!!!

Restrição gera compulsão.

Restrição gera compulsão.

Restrição gera compulsão.

É sério. Seríssimo.

Abstinência NÃO É um tratamento adequado para compulsão alimentar. Num primeiro momento, parece. Mas lowcarb é um tremendo, desmedido, GALOPANTE tiro no pé.

A pior coisa que se pode fazer a um comedor compulsivo é passar uma dieta restritiva. E não venha com este LERO de que isso é “estilo de vida”. Só parem. É uma big, fat DIET.

Você pode estar pensando que lowcarb foi a melhor coisa que te aconteceu e que a compulsão foi embora para sempre. Acontece que a compulsão é um transtorno alimentar. É uma desordem de comportamento.

Não existe no carboidrato uma “propriedade viciante” que causa um descontrole mágico dentro de você assim que entra na sua boca. Quem pensa desse jeito será um eterno refém do seu transtorno. Porque delega à comida o poder de causar o descontrole.

O alimento é inerte. O problema está na pessoa.

E se você tem mantido tudo sob controle até agora, acredite: a conta vai chegar. E o descontrole será tão grande que você vai ficar com medo de si mesmo.

Quase todas as pessoas que “andam na linha” numa dieta restritiva por certo período de tempo desenvolvem compulsão depois.

Restrição, controle e compulsão não caminham juntos.

7) Vida social e saúde emocional

Lowcarb pode até ser uma proposta cientificamente válida…teoricamente.

Mas o negócio é o seguinte: cortar o açúcar vale o gosto amargo de pedir hambúrguer sem pão no primeiro encontro com o crush?

Você acha que vai, MESMO, abrir mão das suas receitas favoritas e dos seus momentos favoritos…sem sofrer sequelas emocionais?

Por quanto tempo o malabarismo para seguir a dieta pode durar?

Há algumas propostas mais flexíveis que permitem um “dia do lixo” (aff) ou o consumo programado de alguns carbos (quanta intimidade!) de sua preferência. Mas acredite: mesmo sendo ‘permitido’, você VAI sentir a sensação de fracasso mencionada no item 4.

(Se você repetir para si mesmo muitas vezes que isso é DELICIOSO, pode ser que se torne delicioso…)

Resumo: que vida horrível. Por quanto tempo você acha que vai conseguir estar nela? Ad aeternum? Faz me rir.

8) Você PENSA que emagrece.

Levar para a vida: perder peso não é a mesma coisa que emagrecer.

E o grande atrativo das dietas lowcarb é a perda de peso. Significativa. E rápida.

Mas cola junto que eu te explico a armadilha:

O nosso corpo tem estoque de carboidrato. Se chama glicogênio. O glicogênio é armazenado no fígado e nos músculos. Ao contrário do tecido adiposo, que não conhece limites, o glicogênio que conseguimos estocar é limitado.

Quando você diminui drasticamente [ou corta] o consumo de carboidratos, o corpo vai buscar energia!

Você acha que ele retira essa energia da gordura?

Não.

Na falta de fornecimento de carboidrato, o corpo consome as reservas de glicogênio.

E cada molécula de glicogênio está sempre unida a duas ou três moléculas de água.

Resultado: a pessoa perde peso, porque consome o glicogênio e perde ÁGUA.

(Foi só água, miga)

Por todas as razões já expostas, a pessoa logo retoma o consumo dos carboidratos. E a consequência disso é que a reserva de glicogênio se forma de novo. E o peso volta.

Uma vez que o peso volta, a pessoa conclui: “o carboidrato COM CERTEZA é o maior vilão da minha vida”

Emagrecer significa: aumentar o tecido livre de gordura dentro do corpo. E pode ter certeza que isso não acontece em uma semana.

Isso não é fácil. Não é simples. Muito menos rápido.

9) Você VAI engordar de novo.

As pessoas normalmente acreditam que peso é uma coisa que você perde, e ele não volta nunca mais. Assim como a maioria das pessoas entende que perda de peso é um processo com começo, meio e fim… e que após um período de sacrifício e após a obtenção do objetivo, ela pode voltar a viver normalmente.

Errado.

Para que o peso perdido com uma dieta não seja recuperado, a pessoa deverá seguir as diretrizes da dieta para sempre.

ISSO MESMO: Always. Forever. For the rest of your life.

NINGUÉM consegue seguir Dukan, Atkins, South Beach, Paleo, ____________ (complete aqui) para sempre.

Não consegue. Nem vem.

Uma vez que você não vai pedir hambúrguer sem pão pelo resto dos seus dias, assim que você retomar os velhos hábitos…o peso volta. E mais um pouco. Porque o organismo faz um estoque de segurança – lembre que no entendimento do seu organismo, o período que você passou fazendo dieta foi um cenário de risco. O corpo JAMAIS sabota. Ele sempre trabalha em nosso favor. Só que infelizmente, muitas vezes os nossos interesses não vão de encontro aos interesses do nosso corpo.

Por isso que perder peso, de modo sustentável, é um processo lento e a longo prazo, que exige mudanças permanentes de atitudes e comportamentos.

10) O MITO do “não passe fome”

Outro atrativo importante da dieta lowcarb é a promessa de que você não passa fome. Então por este motivo, ela não é restritiva.

Lowcarb é terrivelmente restritiva. Porque é restrição qualitativa.

Quem faz lowcarb não passa fome. Mas chora de passar vontade.

O nosso corpo não se alimenta apenas de volume. O tipo de alimento também conta (demais!) para nos deixar satisfeitos.

Não adianta comer dez fatias de presunto se na verdade você quer comer laranja.

E acredite: o corpo é mais sábio do que você.

O corpo nos diz tudo. Ele nos mostra quando, quanto e o que comer. Todos nós temos essa habilidade. Só que nós paramos de ouvir.

11) Desrespeito com os sinais emitidos pelo corpo.

Como foi dito anteriormente, o nosso corpo tem demandas muito diversas. Ele nos comunica coisas constantemente. Seja fome, sede, sono, autopreservação ou necessidade de movimento.

Lowcarb, principalmente se for intercalado com jejuns, é uma verdadeira violação desses sinais e necessidades. É um modo de comer movido por decisões cognitivas e estímulos externos – sem dar um pingo de atenção ao que o organismo realmente precisa.

Resumo: consciência corporal zero.

12) O cérebro PRECISA de glicose!!!

Já escrevi isso lá em cima, mas achei importante colocar num tópico especial.

Sugerir que o homem primitivo consumia muito menos carboidrato é um argumento muito comum entre o pessoal da paleo.

Só que o homem primitivo…viveu antes de Cristo.

Os processos mentais do homem primitivo eram muito mais rudimentares do que do homem contemporâneo.

Nós realizamos MUITO trabalho intelectual, e por este motivo o nosso cérebro PULVERIZA glicose.

Você acha que o cérebro de um Neandertal tentando quebrar um coco consome a mesma quantidade de energia de um Homo sapiens fechando uma folha de pagamento?

Toma TENTO, né Brasil?

13) Mito do paraíso perdido

O presente texto já está longo o bastante, mas é bom lembrar que a dieta Paleo, que se apresenta também como uma filosofia, um lifestyle é uma quimera bizarra de ciência, imprecisão histórica e MITO.

Se passar uma peneira nisso tudo, sobra pouquíssima ciência e muito saudosismo.

Já escrevi sobre isso.

Ah! Outra coisa!!

Se você entende inglês, não deixe de assistir este TED da cientista arqueológica Christina Warinner, especialista em dietas da antiguidade:

É um XABLAU pra derrubar qualquer argumento pseudo-histórico.

Como historiador, Mark Sisson é um excelente vendedor de best sellers.

14) É sectária.

Não pense que SEITA é algo que envolva apenas convicções religiosas. Na verdade é qualquer grupo de pessoas e/ou organização que preencha os seguintes critérios:

– O grupo venera a figura do fundador, e a sua palavra é tida como lei inquestionável.

– Indagar, duvidar ou discordar dos preceitos do grupo é uma atitude desencorajada e punida.

– Os mesmos princípios são repetidos aos membros até a exaustão.

– Os membros do grupo apresentam comportamento padrão (alimentos, vestimentas, jargão, leituras…)

– Os membros do grupo se sentem distintos dos demais, conhecedores da verdade única, considerando-se até mesmo os únicos que poderiam salvar a humanidade.

– O modo de pensar é “nós vs. eles”

– A pessoa que se junta ao grupo adota um comportamento radicalmente diferente do seu entorno, chegando a romper com familiares e amigos e relacionando-se apenas com os que partilham das mesmas crenças.

– O doutrinamento dentro dos preceitos da crença se dá por meio do terror e da culpa, devendo-se sempre lembrar do quanto “os de fora” estão condenados.

– A doutrina se torna a parte central da vida do convertido, que deixa todos os interesses anteriores e usuais para trás.

PROSELITISMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Preencha o checklist no grupo lowcarb mais perto de você.

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(Qualquer semelhança com religião NÃO É coincidência.)

Fim da lista!!

É isso, gente.

Não existe vilão, não existe conspiração, a humanidade não está viciada em comida. É o realmente tentador se apegar em teorias simples, mas a verdade é que as causas dos nossos problemas são muito complexas. Alimentação é um tema que envolve antropologia, história, cultura, economia e até política. Não adianta nada ser EXPERT nas dietas do momento, mas não considerar o contexto e a complexidade que existe nas pessoas.

Não tem atalho, não há dieta DERRADEIRA que chegou para salvar nossas vidas. Mas ao que parece, o ser humano ainda não conseguiu desenvolver a habilidade de escolher o caminho do meio.

O problema não é o que você come. Mas sim como você come. O problema não está nos alimentos. Mas sim na relação que estabelecemos com eles.

Agora você já sabe que começar uma dieta da moda em 2017 não é uma boa ideia.

Quer sugestões de metas mais realistas? Dá uma lida aqui!

E feliz ano novo! 🙂

Atualização: você é Team Lowcarb e está com os dedos tinindo para me mandar comentário? Não deixe de participar do BINGO!!!!

 

 

 

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