Doce ruína

Estava passeando pelo Instagram, quando me mostraram um texto de uma nutricionista demonizando o açúcar (“é veneno”, “é droga”… mais do mesmo), acompanhado da seguinte figura:

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(Woooooow… bolo apocalíptico!)

Diante dessa grave questão, vou deixar um testemunho para que os jovens omildes do Brasil não se envolvam com a RUÍNA causada pelo açúcar:

“Meu nome é *****.

Eu sempre fui uma jovem que escolhia caminhos retos na vida. Estudava, tirava boas notas e obedecia aos meus pais. Nunca dei trabalho e as pessoas ao meu redor me tomavam como um bom exemplo.

Mal sabia eu que tudo isso estava prestes a mudar numa manhã qualquer, quando uma amiga me ofereceu uma bala sete belo

Eu nunca havia provado nada parecido. Era tão doce e me trouxe uma inigualável e imediata sensação de felicidade… A minha amiga, naquele momento, foi muito amistosa e disse que aquela bala era grátis.

(o início de tudo)

Aquela bala me deu uma insólita energia. Durante aquela semana, a minha amiga me procurava no intervalo e me oferecia balas. Cheguei a experimentar uma sete belo de maçã verde. Era verde. Naquele momento, tive uma intuição que o açúcar era possivelmente uma substância perigosa, mas infelizmente, não confiei na sensação de alerta e me deixei levar.

Na semana seguinte, eu já acordava de manhã querendo comer uma bala, mas eu pensava que poderia parar de comer balas no momento que quisesse, e eu estava no controle. Ledo engano.

Quando eu já me encontrava envolvida pelo sabor doce das balas, a minha amiga me comunicou que não mais poderia me ofertar balas de cortesia, e eu precisaria pagar por elas. Ela tinha um pacote. Imaginei que se eu consumisse um pacote ao longo dos próximos dias, não iria mais ter vontade de comer balas e que ficaria tudo bem. Gastei todas as minhas economias naquele pacote.

Estava muito enganada ao pensar que o pacote de balas duraria bastante. Acabei com todas elas em uma noite. Uma bala não bastava. Eu queria MAIS balas. Eu precisava de mais balas.

Descuidei dos estudos, e me tornei uma jovem muito rebelde. Tinha mau humor por causa da falta de doces. E este foi o momento em que eu mergulhei mais fundo no mundo do açúcar.

A minha amiga me levou a uma festa infantil. Eu vi pessoas comendo bolo de chocolate e bebendo refrigerante. Me assustei muito, mas julguei que eu estava no controle e jamais me tornaria como eles. Ao final da festa, ela me presenteou com uma paçoquinha.

(Cheguei a frequentar eventos obscuros por causa do meu vício em açúcar…)

Neste ponto, imagino que muitos de vocês podem estar pensando: “eu jamais consumiria paçoquinha”. Mas eu era uma jovem de bem, com uma boa estrutura familiar, e as balas foram a minha porta de entrada para a escravidão da paçoca. Eu comecei com uma paçoquinha quadrada, e em questão de meses já era usuária da paçoca-rolha.

(O farelo doce e traiçoeiro da paçoca-rolha…)

Eu destruí a minha vida por causa do açúcar. Queria sempre mais, comecei a roubar dinheiro da carteira da minha mãe, vendi meu rádio, meu DVD e meu vídeo-game para trocar por jujubas. Reprovei de ano e perdi meus amigos, até aqueles que inicialmente me ofereceram paçoca. Todos me abandonaram.

(A QUE PONTO pode chegar um ser humano…)

Minha vida começou a mudar quando eu fui à casa de um dos meus companheiros-de-açúcar, e as pessoas estavam partilhando um pote de nutella. Sem pão. Apenas com colheres. Alguns chegaram a comer o doce apenas usando os dedos.

(Diga NÃO às drogas!)

Mesmo para uma pessoa que havia passado por bala sete belo, paçoca e jujuba… Nutella era demais. Percebi o estrago que eu havia causado na minha vida, e pela primeira vez, reconheci a minha impotência diante do açúcar:

Meu nome é *****, e eu sou açucólatra.

O reconhecimento do problema é o primeiro passo para a recuperação. Eu queria ser um ser humano melhor, limpo… Sugar-free. Enfrentei a vergonha de ter chegado ao fundo do poço por causa do doce sabor do açúcar.

Atualmente, estou há 8 meses sem ingerir uma única colher de açúcar. Estou limpa. Sinto-me fraquejar quando alguém me oferece um tic-tac ou quando vejo pessoas vendendo chiclete no sinaleiro. Mas jamais me renderei novamente ao doce sabor da degradação moral.

Este é o meu testemunho, e um apelo para que vocês não se envolvam com a RUÍNA do açúcar. Pode ser um caminho sem volta.”

Obs: O nse NÃO endossa o consumo desenfreado de açúcar!!! SABEMOS que o consumo exacerbado é deletério à saúde. Também SABEMOS o que é diabetes. SABEMOS da importância da alimentação equilibrada.

Obs²: eu conheço a grafia da palavra “humilde” 🙂

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8 ideias sobre “Doce ruína

  1. Heloisa Carvalho

    No caso eu sou a traficante! Já instalei dois potinhos com bolachas cobertas de chocolate… Por enquanto não estou cobrando nada de meus colegas, mas eles mal podem esperar MUAHAHAHAHAHAHA

  2. Heloisa Carvalho

    No caso eu sou a traficante! Já instalei dois potinhos com bolachas cobertas de chocolate… Por enquanto não estou cobrando nada de meus colegas, mas eles mal podem esperar MUAHAHAHAHAHAHA

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