Neste verão (e na vida) lembre: você não precisa ser bonita para ninguém!

O texto de hoje é da Thaiana Vaz Cutini, autora do Blog Mulheres que se Transformam e parceira do NSE:ESTRELA DO MAR

Verão, prelúdio do Carnaval, biquíni, areia, praia, farra.

Muitas mulheres tremem só de pensar nisso. Não na farra, mas na praia e no biquíni.

O verão é uma estação feita pra praia parece, bem, pelo menos aqui no nosso país. E muitas mulheres gostariam de poder aproveitar mas a neura é tanta que não permite.

Medo das celulites, das estrias, das gordurinhas laterais que eu apelidei carinhosamente de bacons laterais e frontal, de pochete. Medo dos culotes.

Medo do próprio corpo. Parece um pouco absurdo, se a gente pensar bem. Como assim ter medo do meu próprio corpo? Mas nós temos.

Temos medo de que ele seja inadequado.

Na bem da verdade, pra essa sociedade,  somos todas inadequadas. Calma lá. Não estou xingando ninguém. Digo que somos inadequadas porque somos julgadas baseadas em um padrão que não existe. Mulher sem celulite, sem estria, sem poros…sem “defeitos”. Não existe.

(Fomos levadas a acreditar em um modelo de perfeição que não existe.)

Gente, aquelas modelos de capa de revista,ou de passarela, aquelas atrizes..são produto de muita dieta e ainda por cima, rigorosa, de horas e horas de treinamento físico, de incontáveis procedimentos estéticos, de muita maquiagem e Photoshop. Elas passam a vida inteira em função da aparência e mesmo assim, se formos ver mesmo, nem elas mesmas se parecem com as suas fotos. É tudo produção. Não pretendo com isso julgar as mulheres que tentam se adequar ao padrão ou ainda as que vivem da sua imagem. Não é essa a mensagem.

O meu alerta é outro. Vamos pensar no que essa corrida maluca faz com a gente?

Índices cada vez maiores de transtornos psíquicos, depressão, transtornos alimentares e síndrome do pânico, número de suicídios cada vez maiores e tudo em maior concentração na população feminina.

HATE MY BODY

(“Eu odeio o meu corpo”)

Coincidência?

Cá estamos nós, desesperadas pra parecer outra pessoa. E depois de tanto esforço pra parecer outra, não é de surpreender que nos perdemos. Sim, nos sentimos perdidas. 

“Não sei quem eu sou”, é uma frase que escuto com frequência.

Não temos como ser outra pessoa. Isso é completamente inviável. Por mais que a gente faça tudo isso, a dieta rígida, os muitos tratamentos estéticos e afins, no final das contas o que vamos perder é… tempo.

Tempo com os amigos, tempo com a família, aquele curso fantástico, aquele livro maravilhoso, aquele filme….que deixamos de lado.

E mesmo com todo esse sacrifício, a chance de se chegar ao mesmo resultado dessas atrizes e modelos e pessoas que admiramos é praticamente zero. Isso mesmo, zero. Não dá pra ser outra pessoa. O cabelo, o corpo, a pele de outra pessoa é… de outra pessoa. Não é nosso.

Nascemos de determinada forma. E com isso não quero dizer que nunca podemos mudar ou melhorar ou aprender coisas novas. Nada disso. Só digo que existem limites.

Nosso corpo tem um formato, tem uma história. Novamente, isso não quer dizer que não há espaço para melhorar, ou para querer mudar. Eu só me pergunto a que custo.

Vale mesmo a pena largar tudo pra “ser magra?”

Gente o que isso quer dizer, de qualquer jeito?…. “Magra” é um conceito tão relativo que alguém, sabe-se lá deus quem, mas que provavelmente odeia mulheres, inventou pra nos manter na linha. Ai a gente não sonha, não ri, não bebe, não erra, não conserta porque a dieta não permite. Estamos tão cansadas de correr atrás de um ideal que o real não acontece.

E ai no final das contas o que temos? 

Vamos revisar?

BEACH

Quase metade das mulheres do mundo tomando medicação controlada e com depressão, ansiedade, e afins… Isso parece saúde pra você?

Saúde começa em como nos tratamos. Então esse ano faça da sua prioridade se tratar com mais amor, e afaste tudo que te diz que você é errada, de um jeito ou de outro.

Sua auto estima agradece!

Ah, e por favor, se você quer ir a praia, vá a praia… a vida é uma só pra gente passar na neura.

E se você não conseguir, tudo bem, você chega lá, tenha paciência com você mesma tá?

Thaiana Vaz Cutini

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