“Espelho, espelho meu”

glassEspelho, espelho meu…

Tenho medo do espelho.
Tenho medo de mim mesma.
O que sabe de mim a estrutura de vidro e aço?
Qual das mil mulheres que moram em mim se refletirá?
Será a bela ou a fera?

Que juiz julgará?
Serei o herói ou o carrasco?
Qual será meu veredicto?
O que dirá sobre mim o fantasma que vive no espelho?

Será que vê também o meu espírito?
Conhece o profundo do meu coração?
Sonda meus pensamentos e sentimentos?
O que me diz seu reflexo?
Conta todas as minhas histórias?

Vai…

Vasculha minha alma em busca das marcas que hoje trago em meu rosto.
Procura em meu ser a origem dos sinais no meu corpo.
Vê se encontra em meus olhos aquilo que a balança diz.
Vê se meu sorriso afirma aquilo que a vitrine vende.

Onde posso me encontrar?
Será na imagem refletida no espelho?
O que me diz essa mulher?
Será que é completa?

Esse vidro não revela minha essência.
O aço não expõe a minha força.

Fantasma que vive no espelho, onde estavas em meus dias mais risonhos?

Por onde andavas quando fui mais que feliz?
Por que te calastes em meus dias de menina?
Por que hoje ouço aquilo que me diz?
Espelho, espelho meu….

Não encontrarei em ti, resposta alguma…

Texto de Melina Barbosa

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