Uma pessoa muito, muito, MUITO equivocada.

Ontem eu publiquei o seguinte vídeo:

(Oh, Céus)

Junto com o vídeo, adicionei o seguinte texto:

“Metade das meninas têm problemas em aceitar sua imagem corporal”
(Centre for Appearance Research and Central YMCA 2011)

“Metade das meninas pequenas têm medo de engordar e apresentam comportamentos de restrição ou compulsão alimentar.”
(Edlund, Halvarsson, and Sjoden, 1996)

“Meninas de 5 anos de idade se preocupam com sua aparência, tamanho e peso.”
(Lohmann et al, British Journal of Developmental Psychology, 2005)

“Uma em cada quatro meninas de 7 anos já tentou fazer dieta pelo menos uma vez.”
(Westerberg-Jacobson et al, European Eating Disorders Review 2011)

“Um terço das crianças entre 8 e 12 anos afirmam que querem fazer dieta para emagrecer.”
(McCabe, Ricciardelli 2005)

Estatísticas oriundas da pesquisa de commonsensemedia body image survey:

“80% das meninas americanas com menos de 10 anos já fizeram dieta”

“1,3 milhões de adolescentes nos EUA sofrem de anorexia nervosa”

“Aos seis anos, crianças já sabem o que significa ‘dieta’ e começam a tentar comer menos.”

“59% das meninas de 6 anos alegam que gostariam de ser ‘mais magras'”

“Crianças pequenas têm mais medo de engordar do que: guerra nuclear, câncer ou perder os pais.”

………………………………………….

PELAMORDEDEUS, Não!!

Não coloquem essas ideias na cabeça das crianças.

Não é “engraçadinho”

Não é educativo.

Não promove saúde. (muito pelo contrário)

Dizer que o benefício da caminhada é “ficar magrinha” é transmitir a ideia de que os exercícios e hábitos de vida saudáveis, de modo geral, devem ser realizados por finalidades estéticas.

(tem que “ficar magrinha” porque “gorda” é ruim, certo? NÃO ENSINE ISSO PARA AS CRIANÇAS)

– Vamos caminhar porque faz bem para o pulmão, o coração e os ossos.

– Vamos caminhar para admirar a paisagem e descansar a mente.

– Vamos caminhar porque o corpo ativo funciona melhor e é muito mais saudável.

– Vamos caminhar porque é uma forma de viver benefícios de estar ao ar livre.

– Vamos caminhar porque favorece a concentração, melhora a capacidade de aprendizagem e estimula a imaginação.

– Vamos caminhar em família porque fortalece os laços afetivos.

POR ISSO vamos caminhar.

Certo.

A maioria das pessoas ficou estarrecida com o que estava sendo mostrado no vídeo e na quantidade de mensagens errôneas que as crianças estão recebendo.

Alguns “pare de mimimi” ou “as pessoas hoje em dia enchem o saco com tudo“, como não poderia deixar de ser, apareceram também. (Zzzzzzzzz…….)

Mas uma pessoa apareceu no espaço para comentários defendendo idéias tão, tão, tão TÃO equivocadas que eu percebi que não bastaria apenas responder ali no Facebook.

(Na verdade eu nunca havia recebido comentários tão preocupantes. Troll sempre tem. E gente que entra na conversa querendo causar, também sempre tem. Ou machistas, gordofóbicos etc. Mas ISSO foi diferente.)

imbecil final

Meu. Deus.

Complicado, complicado, complicado.

É claro que a pessoa não tem culpa de estar reproduzindo esses conceitos. Se tivesse noção do quanto seu pensamento é errôneo e do tamanho do dano que isso causa no desenvolvimento infantil, claro que não estaria dando esses argumentos. Não é culpa dela. É essa a visão SIMPLISTA, TERRORISTA e DICOTÔMICA (bom x ruim; pode x não pode) é o que ouvimos e lemos a todo momento na televisão, na internet, nas novelas, nas revistas, nos jornais…

Os pensamentos equivocados:

1)  “Uma criança de 4 anos não entende sobre saúde.”

…Entende.

Crianças dessa idade são como esponjinhas e absorvem tudo o que a gente transmite. Elas são plenamente capazes de entender o que é ter saúde sem precisarmos usar o “argumento simples” de que ela precisa ficar magrinha. Até porque as crianças questionam muito o por quê das coisas. Se explicarmos, elas entendem. “Ficar magrinha” é uma finalidade ESTÉTICA que se autojustifica (tem que ser magra e ponto. Não tem motivo) e que NADA tem a ver com saúde. Podemos explicar as coisas para os pequenos de forma muito mais coerente e educativa.

2) “Eu sofri muito por ser gordinha.”

…É compreensível que ter crescido gordinha numa sociedade absolutamente lipofóbica (e que está ficando cada vez maaais lipofóbica) tenha acarretado traumas muito dolorosos. Mas a mentalidade de “meu filho nunca vai passar por isso” pode causar danos na percepção que a criança tem sobre o próprio corpo e sobre os alimentos. Existem centenas (quiçá milhares) de depoimentos de pessoas (principalmente mulheres) que sofreram uma imensa pressão da mãe ex-gordinha e/ou que nunca foi modelo, Miss, bailarina etc….E que acabaram desenvolvendo transtornos alimentares. E de autoimagem. Não é bom projetarmos nossos traumas e desejos não resolvidos em cima das crianças. Ensinar para uma criança que “não é bom ser gordo” ou que “ninguém gosta de gordos”, mesmo quando feito de forma INDIRETA (as crianças percebem as coisas, mesmo quando não falamos…) não é educativo e não faz bem para a saúde mental-emocional-psicológica. Crianças de 4 anos entendem sobre saúde. O que elas não entendem é por que sofrem tanto rechaço dos coleguinhas quando são gordinhas.

3) “Tenho vontade de ir conversar com a mãe e pedir para ajudá-la”

A mãe da criança gordinha com certeza SABE que seu filho está gordo. Ela não precisa de palpites de terceiros (principalmente desconhecidos) sobre o fato. Talvez o corpo da criança mude após o estirão de crescimento. Talvez a criança esteja se alimentando bem (não é verdade que todo gordo só come junk food) talvez a criança JÁ ESTEJA tomando medidas para melhorar seu estado de saúde. E se ela estiver de fato precisando de ajuda, ela irá procurar PROFISSIONAIS DA SAÚDE. Não uma pessoa aleatória que ela nunca viu na vida. O que podemos afirmar sobre uma mãe e uma criança que não conhecemos e não sabemos COISA ALGUMA sobre o que está verdadeiramente acontecendo? 

…Nada.

4) “A mãe está ensinando bem suas filhas, tanto na questão saúde, tanto na questão delas não ficarem gordinhas”

Falar para crianças de 4,5,6 anos que elas têm que “ficar magrinhas” é tipo uma das coisas mais antipedagógicas do mundo. Dizer para a criança que ela “não pode ficar gordinha” significa que gordo é ruim. Gordo é feio. Gordo é indesejável. Ninguém gosta de gordos. Significa dizer que se ela for gorda, não será digna de receber amor (consulte qualquer mulher que passou por isso na infância e posteriormente desenvolveu algum tipo de transtorno alimentar. A história se repete). Classificar “gordo”, uma característica física, com conceitos negativos, além de estraçalhar a autoestima da criança gorda, reforça estereótipos e preconceitos em relação às pessoas gordas. O ato de abominar, ridicularizar, marginalizar gordos se chama gordofobia. E práticas gordofóbicas (abordagem negativa) NÃO…AJUDAM…NINGUÉM. Muito pelo contrário. As pessoas têm uma estranha noção de que se você humilhar alguém o suficiente, dizer o quanto ela é feia, preguiçosa, “má” e indisciplinada, fará com que essas pessoas (que foram pisoteadas na cabeça) tenham uma epifania de bem estar e autocuidado e comecem a adotar hábitos saudáveis. Não. Faz. Sentido.

A verdade é que a pessoa que recebe estímulos negativos fica MAIS envergonhada, MAIS triste, MAIS desconfortável com o próprio corpo… E isso não faz com que elas mudem de vida. Faz com que elas se isolem e comam mais.

(“Esses comentários só geram vergonha na gente. E eu sou a prova de que VERGONHA não leva a uma mudança saudável. Porque essa vergonha só gerou MAIS vergonha dentro de mim, o que gerou MAIS compulsão, MAIS ansiedade, MAIS baixa autoestima… O que acabou prejudicando ainda mais a minha saúde – Fernanda Fahel)

5)  “Saúde e corpo definido andam juntos”

Não.

Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.

NÃO.

Modelo de 28 anos morre em Niterói após cirurgia estética no rosto

Modelo morre durante implante de silicone em Goiânia

Andressa Urach internada em estado grave na UTI

Bela Falconi, musa do abdômen trincado, dá adeus à dieta radical
(ela levava batata doce nos restaurantes, tinha carência de vitaminas e não menstruava)

Vigorexia: revisão dos aspectos atuais deste distúrbio de imagem corporal

Maria Melilo associa câncer ao uso de anabolizantes.

Tríade da mulher atleta

Ex-assistente de Rodrigo Faro morre durante lipoaspiração

Fisiculturista morre após rompimento de artéria

Ex-fisiculturista perde batalha contra câncer de fígado

Homem morre após ganhar competição de fisiculturismo

Vigorexia e anorexia são motivadas por padrões de beleza excessivo.

Exercícios intensos podem causar problemas graves em mulheres

Posso continuar infinitamente.

Claro que: uma pessoa pode se alimentar de forma equilibrada e saudável, praticar atividade física e, por consequência, ficar com o corpo definido.

MAS o “corpo definido” preconizado pela mídia, pelas capas de revista, pelas blogueiras fitness e outros malucos de plantão ostentam um baixíssimo percentual de gordura corporal (ocasionalmente acompanhado de generosas doses de Photoshop), e que só se pode obter com MUITA restrição alimentar, com MUITO exagero nas atividades físicas e que levam a uma relação MUITO desajustada com o corpo e com a comida.

O que se entende por “corpo definido” atualmente, é um tipo de corpo que, além de demandar um patrimônio genético muito específico e muito raro de se encontrar na população, é construído à base de muita mortificação e muito sacrifício. E, não raro, com o uso de substâncias ilícitas. E isso não é nem um pouco saudável. Nem fisicamente, nem mentalmente, nem emocionalmente, nem psicologicamente.

A Daniela Leda Maionese Maravida e todo o seu império fitness virtual NÃO representa e NÃO promove saúde. Promove, sim, uma magreza exagerada, overtraining, terrorismo alimentar, dieta rígida sem fundamento científico e ridicularização de pessoas gordas. 

Corpo definido e saúde NÃO necessariamente caminham juntos. Não cometa o equívoco de acreditar nisso.Uma pessoa com o corpo muito definido pode estar definitivamente DOENTE.

6) “Ter um corpo legal”

(“Não há um modo errado de ter um corpo”)

Recebo o argumento do “corpo legal” com muita frequência. Dizer que o CORPO LEGAL é o magro, definido, de acordo com uma série de padrões exclusivistas reforçados pelos meios de comunicação é rechaçar a imensa diversidade de corpos que existe no mundo. E eu não estou falando de saúde.

Estou falando que existe gente negra,asiática, branca, ruiva, alta, baixa, gorda, magra, grande, pequena… A beleza reside justamente na pluralidade. 

Dizer para a sua filha que ela tem que ter um “corpo legal” que dizer que, se ela desviar do padrão físico esperado dela… Ela terá fracassado.

…E se sentirá triste. E indigna de receber amor.

(Corpos legais. FONTE: Projeto Diversidade)

7) Você acha que existe diferença na cabeça de uma criança em dizer que ele deve ser “magrinho” ou que ele deve ser “saudável”?

Sim.

Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim.

SIM.

O que diz o dicionário?

magreza

saude

O QUE É SAUDÁVEL?

“Magreza” e “saúde” são coisas completamente diferentes. E crianças têm plena capacidade de entender isso!

Saúde não é a simples ausência de doenças. É um conceito muito complexo que envolve questões econômicas, culturais, ambientais, genéticas, justiça social, políticas públicas, pleno acesso ao alimento de qualidade e outros recursos promotores de saúde.

A “Organização  Mundial de Saúde” (OMS) define a saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”.

Explicar que: ter saúde é ter energia, ficar forte, ter ossos, dentes, gengivas e pele íntegros, conseguir respirar direitinho, não ter dor de barriga, estar livre dos “bichinhos” que causam doenças (com palavras simples e de fácil assimilação, é lógico) é muito mais educativo do que dizer que “tem que ser magrinho”.

POR QUE UMA COISA NÃO TEM NADA A VER COM A OUTRA.

Magreza é: uma característica física.

Nem todo gordo é doente. Nem todo magro é saudável.

***ATENÇÃO***

Se você está querendo comentar que obesidade é fator de risco para doenças crônicas (sabemos), e que precisa ser combatida (sabemos)e que existe a relação circunferência da cintura/quadril que o excesso de peso pode fazer mal (sabemos) e uma chuva de comentários sobre antropometria…

Dá uma olhada aqui (LEIA por favor)

* “SETOT” significa: saúde em todos os tamanhos.

HAES

“Peso, obesidade, desnutrição… Então todo mundo é saudável?”

Por favor… LEIA este texto. FONTE: Blog Saúde em Todos os Tamanhos

7) É assim que vou ensinar os meus filhos.

Uma em cada quatro crianças tem medo de engordar.

42% das meninas entre 6 e 10 anos gostariam de ser mais magras.

“Aos seis anos, crianças já sabem o que significa ‘dieta’ e começam a tentar comer menos.”

É compreensível que por ter sido uma criança gorda (e sofrido), você não queira que seus filhos passem pelo mesmo processo. Mas a abordagem do caminhar-para-ficar-magrinha é tóxica e não ensina NADA sobre saúde ou bem estar. E nem desperta a vontade de tratar o corpo com carinho. A única coisa que esse tipo de discurso ensina (e pior ainda, quando fazemos as crianças repetirem) é que: boa menina não engorda.

Magreza não tem nada a ver com saúde e nem com beleza. É simplista acreditar que, para ter saúde, basta ser magro. Existem milhares de pessoas MAGRAS com cardiopatias, diabetes e colesterol alto. E também existem pessoas gordas que estão com a saúde OK. Não têm nenhum problema. Só têm corpos grandes. Definir se uma pessoa tem saúde não é assim tão simples.

Na comunicação em saúde para crianças, comente sobre as maravilhas que o corpo é capaz de FAZER (correr, brincar, pular, nadar, dançar…), não faça comentários negativos sobre o aspecto físico. Não foque nisso. Incentive uma alimentação equilibrada com a presença de TODOS os alimentos. Sem terrorismo. Sem proibição.

Distúrbios Alimentares aumentam entre as crianças

“existem muitas pesquisas mostrando que esse tipo de abordagem (chocar ou dar medo) é prejudicial para crianças de todos os tamanhos e que devemos incentivar uma educação positiva, promovendo um estilo de vida mais saudável e uma vida feliz.” (Sophie Deram)

Se existe uma maneira mais educativa, mais saudável e mais pedagógica de abordar a questão… Então por que não mudar de ideia?

 

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10 ideias sobre “Uma pessoa muito, muito, MUITO equivocada.

  1. Ana Kairalla

    Estimular as crianças a serem magrinhas e atenderem a padrões prontos (e inatingíveis!) de beleza é “educação”, né? E ensinar a respeitar as diferenças entre as pessoas e deixar claro que bullying NÃO é legal também é educação. Você escolhe o que ensinar pro seu filho. Mas parece que tem um monte de pai/mãe por aí que só tá fazendo metade do trabalho…

  2. Não sou Exposição. Autor do post

    Ah sim, mas de qualquer maneira a frase “corpo definido e saúde caminham juntos” está completamente equivocada. Muitas intervenções para ‘definir’ o corpo não têm a menor relação com saúde. Tipo a lipoaspiração. O fato de uma mulher ter esculpido o corpo através de uma lipo não significa, de maneira alguma, que essa pessoa é saudável/tem saúde (ou não. Sei lá!).

    …Só significa que ela fez lipo.

  3. Even

    Sou estudante de nutrição, e nunca vivi e presenciei as próprias pessoas do curso agirem de tal maneira até agora, o mundo cada vez está pior em relação aos preconceitos e ideias fechadas de que o fato de uma pessoa ter o percentual de gordura maior do que o outro é fato para que aquela pessoa seja excluída, ou rejeitada por padrões pré estabelecidos. O texto é excepcional, e simplesmente responde a tudo que ja ouvi outras pessoas falarem, e gostaria que muitas pessoas lessem e mudassem seus pensamentos em relação a ser saudável, magreza, obesidade, pois está ultrapassado, além de preconceituoso e responsável pelo sofrimento de muitos.

  4. Livia Lins

    Flor, o texto é excelente, e aborda pontos incríveis, essenciais, pra vida. A única coisa que penso é que os procedimentos estéticos como a lipo costumam ser tratados como algo perigoso e quase sentença de morte. Na verdade, o que causa a morte é a negligência desses “médicos” e a falta de uma fiscalização mais ativa.

    Entendo que o limite entre o desejo de uma intervenção simples e isso se tornar uma obsessão possa ser tênue, e, certamente alimentado pela ideia fantasiosa do corpo perfeito, e, que, tomadas por essa opressão, muitas mulheres se sujeitem a clínicas de fundo de quintal e coloquem sua saúde em risco.

    Mas também qual o problema em optar conscientemente por uma intervenção cirúrgica estética?

    Ostento uma barriguinha hoje, e já fiz uma lipo nos flancos anos atrás, da qual não me arrependo. Meu médico foi maravilhoso e super humano. Inclusive, uma amiga foi nele depois querendo fazer um procedimento que ele considerou exagero, e se recusou a fazer.

    Hoje tenho uma forma de corpo que acho mais bonita, feminina, e que, mesmo com um pequeno sobrepeso, não se perdeu. Todas têm o direito de se sentirem mais bonitas. =)

    No meu caso, (e no de muitas mulheres por aí) era uma insatisfação minha comigo. Nenhum namorado, amigo ou desconhecido jamais fez comentários maldosos sobre esta região de bastante gordura localizada que eu tinha, mas eu a odiava.

    A obsessão das pacientes e a falta de ética dos médicos de fato causam essas tragédias. Só queria levantar a bandeirinha para a generalização. 🙂

    bjs e parabéns pelo blog!

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