Um comentário justo.

Hoje pela manhã, no Instagram, eu publiquei a seguinte imagem:

bonita

Então uma leitora comentou o seguinte:

“Nunca me achei bonita e não entendo a supervalorização em torno da beleza. Não tenho os traços que acho bonitos em outras mulheres e ponto. Desde nova aprendi a focar em outras coisas. Sou inteligente, engraçada, competente, confiávelTenho muitas qualidades em vez da beleza e acho que se outras pessoas entendessem isso sobre si mesmas, a comparação com outras pessoas seria muito menos cruel. Tem tantas coisas legais que podemos enfatizar, além do lado físico… Beleza física deveria ser MAIS UM dos atributos de uma pessoa, não algo necessário para a existência. E não, isso não vem da minha família e/ou amigos. Sempre fui considerada bonita pela maioria das pessoas e, mesmo gorda, sempre fui muito elogiada. Mas EU não me acho bonita e não entendo esse hype da beleza, já que eu tenho muitas características que contribuem para a minha felicidade e gostaria que outras pessoas se sentissem assim também. Assim como a obrigação de se manter em padrões de beleza ditados pela sociedade é errado e prejudica as pessoas, também acho erradíssimo isso de dizer que todo mundo tem uma beleza, todos tem que se achar bonitos. Acho que as pessoas tem que se gostar independentemente das aparências, ir além e descobrir outros encantos em si mesmas, além do físico.”

Pois eu um comentário muito justo. E ela está com a razão. Porque somos capazes de MUITO MAIS do que sermos olhadas pelos outros e no fim das contas, o que fica é o nosso caráter, as nossas ações, os nossos valores, o bem que fizemos, nossa personalidade e o quanto amamos e fomos amados pelos outros.

Acho que me expressei mal, pois eu estava querendo indagar quando deixamos de gostar de nós mesmas, questão que eu abordei no texto “Boa Menina Não Engorda

É importante que nos sintamos confiantes, felizes, confortáveis na própria pele, sejamos bonitas ou não. Até porque a beleza é um conceito absolutamente subjetivo e está nos olhos de quem interpreta.

Mais que corpos

 

Mas devo confessar que eu acredito no “hype da beleza“. Não acredito na beleza processada que nos tentam vender goela abaixo, mas acredito na beleza das palavras, dos gestos, do amor, da diversidade e de todos os fatores que nos fazem únicos.

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Talvez, em conclusão, a beleza precise ser REDEFINIDA.

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5 ideias sobre “Um comentário justo.

  1. Bianca lemos

    Que bizarro ver meu comentário no blog! hahahah

    E sim, Paola, a beleza é subjetiva. Ainda bem, porque aí a gente tem ainda mais motivos pra se sentir mais felizes com o que a natureza nos agraciou ou com os talentos que desenvolvemos.
    O importante é ser feliz, se gostar e tentar evoluir, porque acho mesmo que a gente não está aqui vivendo só pra ocupar espaço ou ficar exposto às opiniões alheias, muito menos se magoando com o que os outros dizem de negativo a nosso respeito.

  2. Bianca lemos

    Oi, Carolina! Fui eu quem escreveu isso no Instagram. Eu tenho vindo pouco ao site, então nem sabia que o texto estava aqui.
    Eu só quis dizer que no MEU caso não me sentir bonita não foi causado por opinões alheias, pois vejo isso acontecendo com muitas amigas, aconteceu inclusive com uma das minhas irmãs, sempre considerada por todos o patinho feio da família. Sempre que digo: “Não me acho bonita”, as pessoas logo perguntam: “Quem te disse isso? Você é bonita sim.” Como se a minha própria opinião não importasse ou como se alguém tivesse mudado a minha cabeça.

    Não estou negando que os outros nos prejudicam ao fazer comentários grosseiros a respeito da aparência, nem achando que não acontece com ninguém, só que comigo, felizmente, nunca aconteceu.
    É claro que a opinião das outras pessoas importa, pra mim importa também, mas acho que todos devemos chegar em um ponto em que isso importe cada vez menos. É imprescindível nos sentirmos bem e focarmos no que temos de melhor, seja aparência ou algo interior. Não podemos deixar as pessoas nos derrubarem com as opiniões delas, principalmente porque muitos fazem sim com a intenção de nos machucar.

    Tive uma experiência péssima com o meu pai, por exemplo, que sempre me achou incompetente, sempre me tratou feito idiota. Isso não tem nada a ver com aparência, mas me incomodou demais, durante muito tempo.
    Não vou entrar em detalhes, mas chegou um momento em que eu precisei virar as costas e impedir que ele continuasse me machucando. Eu não sou idiota, não sou incompetente, não sou pior do que bosta, como ele costumava dizer… Levou quase 30 anos pra eu me sentir capaz de parar de escutar as coisas que ele dizia como se fossem verdades absolutas.

    Então acho que é isso, é o que eu gostaria que todas as pessoas entendessem: nosso valor não pode ser medido por opiniões alheias. Não importa se é beleza, inteligência, senso de humor… Precisamos nos valorizar e tentar, pelo menos tentar, esquecer o que os outros pensam. Esse é um exercício diário, tem que praticar para dar resultado.

  3. Carolina

    Olha, acho o relato muito legal e admirável ao tirar o foco da beleza e mostrar que não é necessário se sentir bonita para ser feliz. Entretanto, eu fico triste quando alguém reitera que beleza não é importante mas que sempre foi considerada bonito por todos e sempre foi muito elogiado. É como se dissesse, para mim, que a opinião dos outros não pesa. Como se o pior da feiúra fosse o que a gente vê. E eu acho que não é. É horrível ser chamada de feia, gorda, e pior, PASSAR A SE SENTIR ASSIM POR CAUSA DO QUE OS OUTROS FALAM. Quando os outros te permitem ser outras coisas além de bonito, parece mais fácil se desenvolver. Na minha família por exemplo, a beleza e atração que você causava nas outras pessoas era tão importante quanto inteligência, bondade etc. Eu, quando tento ser algo além de bonita/feia, sempre tenho alguém para me lembrar da feiúra, independente da minha opinião.
    Resumo: o que os outros pensam e dizem pra gente pesa, sim. E muito. Tanto na vida que a gente leva quanto na pessoa que a gente se torna.

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