A artificialidade da beleza contemporânea

Este é um “vestido funcional”, que me foi oferecido no Facebook:

602419_243054779179132_1425198244_n

É um vestido que promete criar a ilusão de um corpo mais magro e curvilíneo.

Achei essa foto fantástica por ser uma figura-síntese da nossa sociedade, a sociedade da imagem:

O que interessa não é SER magra e curvilínea. É preciso PARECER QUE somos magras e curvilíneas.

A foto contém, em si, TODOS os atributos cobrados de “uma mulher bonita”: alta, magra, branca (porém com um leve toque de bronzeadinho artificial...), loira, longilínea PORÉM curvilínea ao mesmo tempo.

Eu fiquei fascinada… É uma imagem que fala por centenas de palavras!

No século XXI, acredita-se que a beleza não nasce com as pessoas. A beleza não nos pertence, é um fator externo: ela é construída, montada, arquitetada, conquistada… Comprada.  Enfim, com o vestido funcional você pode “comprar” uma cintura mais fina. Da mesma maneira que podemos “comprar”:

Cílios mais longos:

11

Seios maiores:

14

Cabelos mais louros:

12

As fotografias foram retiradas de um ensaio fotográfico de 50 imagens do fotógrafo Zed Nelson chamada “Love me” (me ame)… Que mostra retratos variados da nossa sociedade apaixonada por perfeição e beleza.

O ensaio completo pode ser encontrado AQUI.

Anúncios