Ortorexia Nervosa

O termo “ortorexia” não faz parte do DSM-IV, portanto não foi oficialmente classificada. Mas é plenamente reconhecida pelos profissionais de saúde como um comportamento patológico.

Para se manter dentro de normas dietéticas que considera como corretas, o ortoréxico desenvolve um comportamento neurótico e compulsivo por regras e determinados tipos de alimentos (naturais, sem gordura e orgânicos). O fator central que compõe a dinâmica da ortorexia é o medo de ficar doente, a obsessão por ser saudável e ter um corpo “incorruptível”.

Os alimentos que contêm corantes, pesticidas, conservantes, açúcar, sal, gordura saturada e outros componentes similares são excluídos da alimentação de maneira muito inflexível.

Alguns sinais reconhecíveis do transtorno:

– Examinar minuciosamente os rótulos e o aspecto do alimento que se come, ainda assim sem se sentir seguro.
– Se permitir o consumo apenas de alimentos considerados saudáveis, em todas as ocasiões.
– Pronunciada perda de peso em um curto intervalo de tempo.
– Dar palpites sobre os alimentos que as demais pessoas comem e a maneira que preparam suas refeições (comportamento semelhante ao proselitismo religioso: o ortoréxico sente necessidade de “converter” as pessoas ao seu modo de vida).

Além dos problemas de convívio social, ansiedade, depressão e isolamento, a ortorexia provoca sérios danos à saúde:

Consumo insuficiente de vitamina B12, cálcio, zinco, ferro e sódio (entre vários outros nutrientes). Como consequência, podem sofrer de anemia, deficiência imunológica, ressecamento e descamação da pele, problemas digestivos, queda de cabelo e desequilíbrios hidroeletrolíticos.

A ortorexia “nasceu” em 1997 e o termo foi criado pelo Dr. Steven Bratman à partir de sua própria experiência pessoal com o vício de “comer saudável”. A vida de um ortoréxico se transforma em uma batalha contra os alimentos “ruins”, com grande perda da saúde mental e da qualidade de vida:

“- Eu persegui o bem estar através da boa alimentação por muitos anos, mas aos poucos eu percebi que algo estava errado. A poesia na minha vida havia desaparecido. Minha habilidade de travar conversações normais foi perdida por causa de pensamentos sobre comida. A minha necessidade de obter refeições sem carne, gordura e aditivos químicos me afastou de todas as formas de convívio social e quase todas as refeições estavam fora do meu alcance. Eu me tornei solitário e obcecado. E foi muito difícil me libertar. Eu fui seduzido pela dieta rigorosa. O problema foi que o sentido da minha vida foi inexoravelmente transformado em COMIDA…e eu não conseguia recuperá-lo.”

(Steven Bratman, 2010)

Moderação e equilíbrio são questões importantes na alimentação e em tudo mais na vida. A linha de pensamento “8 ou 80”, típica da sociedade ocidental, causa danos.

Tudo o que é em excesso faz mal. Até mesmo o desejo de sermos saudáveis.

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