Jane Elliot

Jane Elliot é uma mulher brilhante. BRILHANTE.

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Ouvimos muito falar em Lindsay Lohan, Kim Kardashian, Lady Gaga, Paris Hilton… Mas não, não vamos ouvir falar dela.

Aqui no Brasil pouco conhecemos sobre ela e o experimento pedagógico que aconteceu nos EUA, em abril de 1968.

Foi em uma escola na cidade de Riceville  (uma pequena comunidade branca, de classe média e cristã).  No dia seguinte ao assassinato de Martin Luther King Jr, ela decidiu discutir sobre discriminação racial com os seus alunos de uma maneira controversa e nem um pouco ortodoxa.

E se algumas pessoas fossem determinadas inferiores às demais por causa de uma característica física que não podem controlar ou mudar, como por exemplo, a cor dos olhos?

…Seus alunos lembrariam desta lição pelo resto de suas vidas.

Quais são os sentimentos, angústias, injustiças e danos sociais gerados pela discriminação e pelo preconceito?

E se você fosse, por um dia:

Negro, judeu, mulher, cigano, homossexual, hispânico, asiático, indígena, idoso…?

O filme “Blue eyes – Brown eyes” mostra como a dinâmica da dominação funciona. Jane Elliot reproduz todos os mecanismos de discriminação social em um workshop de 2 horas e meia montado para que um grupo de pessoas brancas, hetero e de olhos azuis experimentem esse sentimento por um dia:

“Quando se voltaram contra os judeus…eu não era judeu e eu não fiz nada.
Quando se voltaram contra os homossexuais…eu não era homossexual e eu não fiz nada.
Quando se voltaram contra os ciganos…eu não era cigano e eu não fiz nada.
Quando se voltaram contra mim… não havia ninguém para me defender.”

Como tratamos nossos semelhantes? De verdade? MESMO? Com equidade? Com justiça?… Ou “as coisas são como são” e simplesmente ignoramos?

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