“Blurred Lines”

Ok, existe uma canção que é a febre do momento. Se você tem algum contato com a internet e com cultura Pop, você certamente já viu.

“Blurred Lines” de Robin Thicke, com seu vídeo supostamente despretensioso e divertido.

“Blurred lines” significa “linhas borradas”…Pode ser traduzido como sinais incertos…Ou seja, nada está muito claro na mente do nosso pobre cantor cafajeste. “Não” pode na verdade significar “sim“, certo? E quando a mulher diz que não quer, ela na verdade quer, certo?

Pra quem não sabe, existe a versão sem censura. Que é basicamente a mesma coisa que a outra… Mas todas as garotas estão nuas.

[*suspiros*]

Checklist básico para verificar se este é um vídeo machista e degradante para as mulheres:

O vídeo representa mulheres como objetos sexuais?…Ok.
O vídeo mostra homens como sujeitos ativos e mulheres como objetos passivos?…Ok.
A canção insinua que mulher que diz que não, na verdade “quer”?…Ok.
O vídeo apela para nudez para que seja comentado e visto?…Ok.
As mulheres são “decorativas”?…Ok.
Uma das mulheres no vídeo exerce a função de apoio para um carrinho?

OK…Já verificamos o suficiente.

Creio que o que podemos fazer no momento é lamentar que a cultura Pop passe tantas mensagens desajustadas e errôneas a repeito do papel social das mulheres.

E podemos também lamentar a pequenez mental de um artista que sente necessidade de escrever “ROBIN THICKE TEM PAU GRANDE” no meio do clipe.

Freud teria uma coisa ou duas a dizer sobre tal urgência de auto afirmação…

Acho que a versão abaixo é interessante para pensarmos sobre a representação de seres humanos como escravos sexuais prontos para servir e sem vontade própria… Sejam eles homens ou mulheres: qual a necessidade disso?

Anúncios

Uma ideia sobre ““Blurred Lines”

  1. Dani

    Achei que não tinha como o vídeo objetificar mais as mulheres (mulher servindo de apoio de carrinho de brinquedo – what???) e depois leio que existe a versão sem censura onde elas ficam nuas o tempo inteiro.. deprimente. Acho ótimo quando fazem essas versões de fotos/vídeos trocando os papéis de gênero, porque a objetificação da mulher na mídia às vezes nem chama mais atenção para algo tão deturpado porque já é “normal” a mulher ser tratada assim… e quando se mostra a versão de objetificação dos homens dá aquele choque de realidade. Ótimo post, obrigada por compartilhar!

Os comentários estão desativados.