À espera de um milagre

Sabe aquele produto milagroso, mágico, super-científico?

Aquele shake super-nutritivo desenhado nos melhores laboratórios? Aquela cinta-emagrecedora que reduz dois números do seu manequim instantaneamente? Aquele chá diurético com ervas das filipinas? Aquele suco termogênico que queima calorias? Aquele comprimido de fibra de casca de ostra? Aquele equipamento de ginástica que cabe embaixo da sua cama?

Aquele produto gracinha, de “sistema de vendas diretas” (err…pirâmide…) que mudou a vida de milhares de pessoas, é uma oportunidade única e sua caixa de entrada enche de por-favor-venha-fazer-parte-da-nossa-equipe?

Sabe aqueles carrinhos de distribuidor independente, os vendedores orgulhosos com seu botton no peito que diz “pergunte-me como”?

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É.

Você já foi convidado para ser distribuidor desse tipo de produto? Ou para consumir?

Antes de aceitar…

1) Pense na quantidade de garotas que estão combatendo algum tipo de transtorno alimentar ou de imagem corporal, que poderão fazer parte das pessoas que você convidará para conhecer o produto maravilhoso que você vende, ou que você acabou de adquirir.

2) Pense nas pessoas que têm um desejo genuíno de viver com saúde, e que estarão gastando seu dinheiro em práticas dietéticas pouco saudáveis e que não trazem benefício NENHUM para o início de um processo de reeducação alimentar.

3) Pense nas meninas, adolescentes e mulheres que cresceram acreditando que o seu valor pessoal está na aparência do corpo (especialmente na “magreza” e na “firmeza”), e em como imagens do tipo ANTES-DEPOIS reforçam essa ideia, e provocam imagem corporal negativa e baixa auto-estima.

4) Pense nas propagandas que transformam o corpo das pessoas em objetos para serem observados e julgados pela aparência, e no prejuízo que existe em representar PESSOAS sem cabeça, ou apenas partes de corpos (Desmembramento. É.)

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5) Pense que você estará incentivando que as pessoas acreditem que precisam “consertar” todas as partes “defeituosas” do corpo antes de serem merecedoras de amor, sucesso e felicidade. Sentir vergonha de nós mesmos causa baixa auto-estima e dificilmente leva a hábitos saudáveis de vida como dieta adequada e atividade física (- eu não cuido do que eu não gosto).

6) Pense que seu comportamento serve de exemplo para crianças, membros da família, colegas, amigos… E que você pode demonstrar e perpetuar valores muito mais nobres do que a obsessão por ser magra e sexy. Você pode presentear o mundo com autenticidade e gentileza!

7) Pense na quantidade de pessoas que está lucrando às custas da baixa auto-estima alheia, e de como todos esses produtos prometem milagres mas apenas alimentam um ciclo de frustração, insatisfação e ansiedade.

Dê-se um presente: Consulte uma boa NUTRICIONISTA.

Uma boa dica para começar é o Portal Nutrirse, que fornece informações confiáveis sobre alimentação e nutrição.

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