Exagerando

Siddartha Gautama, o Buda, tinha um ensinamento muito interessante:

Ele um dia ouviu um barqueiro que passava no rio, ensinando música à seu discípulo. O barqueiro dizia que as cordas de um instrumento, quando muito frouxas, não emitiam som algum, e quando muito esticadas, elas arrebentavam.

Ele relacionou a analogia com os fatos da vida, e propôs o caminho do meio. Que significa: Viver sem extremismos.

meio

Fazer dieta restritiva e jejum é tão nocivo quanto “enfiar o pé na jaca”, fazer farras alimentares, escolher montes de alimentos calóricos.

Abandonar o próprio corpo ao sedentarismo e o desleixo é tão nocivo quanto realizar uma cirurgia plástica atrás da outra, exagerar nos exercícios físicos.

Nenhuma das alternativas pode nos fazer bem, nem nos proporcionar saúde corporal, emocional e mental.

Pensei nisso quando eu li esse texto, que trata de algo muito interessante: Os extremismos que são cometidos em nome de um “padrão de beleza”

Padrões de beleza x Saúde – Verdades que a mídia quer esconder de você

Os “acampamentos da engorda” mencionados no texto podem parecer cruéis e exagerados, mas somente porque é um exemplo distante da nossa cultura. Mas a sociedade ocidental contemporânea também tem seus exemplos de exageros em nome de determinados ideais de sensualidade, beleza, prazer ou sucesso:


Atadura para língua promete realizar milagre o emagrecimento.

Fã da lanchonete Heart Attack Grill morre após ataque cardíaco

Menina de 4 anos usa bunda e peitos falsos.

Jovem gastou R$200mil em 90 cirurgias plásticas.

Vigorexia: vigor ou doença?
Desconfie de comportamentos, discursos, produtos, estilos de vida, atividades que pendam muito ao fanatismo, ao exagero… O que rompe o limite do bom senso dificilmente pode nos fazer bem.

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