É GUERRA!

GUERRA

(“se você se atreve a ser odiada pelas mulheres…” – O anúncio não deixa dúvidas: É guerra!!)

Uma das consequências da maneira como o femino é representado nos meios de comunicação é causar competição (e não cooperação…) entre as mulheres.

A mensagem, incansavelmente repetida, e irremediavelmente absorvida pela nossa mente:

Nós devemos nos considerar em constante batalha com as outras mulheres. O motivo da batalha é definir quem é a mais fisicamente atraente, e o prêmio para a vencedora é receber a atenção dos homens em detrimento das outras. Que vença a melhor. No caso, “a mais bonita.”

Este é um anúncio de um produto “anti-envelhecimento” australiano, que diz:

“NOVAS ARMAS NA GUERRA CONTRA AS OUTRAS MULHERES”

trilogy

A campanha da Bacardi Breezer, de 2011, sugere que para se sentir bonita, uma mulher deve lançar mão do melhor acessório: uma amiga feia (…a amiga feia, no caso, é uma garota normal, que não atende a todos os padrões que significam “uma mulher bonita”)

BACARDI

Novamente: o prêmio é o olhar masculino.

De anuncio em anúncio, de novela em novela, de filme em filme, de piada em piada, de comentário em comentário… É construída uma guerra contra nossas colegas, vizinhas e amigas.

Será que nós, mulheres, não possuímos a capacidade de colaborar umas com as outras? Torcer umas pelas outras? Incentivar umas às outras?

Será que receber todos os olhares na balada é algo assim tão importante? Ou foi uma coisa que nos ensinaram?

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