O pacote

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Imagine um pacote.

Certo? Um simples pacote.

Você não sabe de onde veio, não sabe por onde ele passou para chegar até você (se foi pelos céus ou pelo inferno…) e você NÃO FAZ IDEIA do que tem dentro dele.

E você recebeu ESTE pacote. Ok? E você não sabe NADA sobre ele.

Pois imagine que, se este pacote tiver uma embalagem “bonita”, você idolatra e respeita o pacote (É… sem saber nada sobre ele!).

Só que a embalagem só é “bonita”, porque disseram que é bonita. Aí você acreditou.

QUEM DISSE que é bonita? Uma voz flutuante, que ninguém sabe de onde vem, mas que diz “acredite nisso“.

Na próxima etapa da história, você descobre que: quem disse que o pacote é bonito, foi a mesma pessoa que nos enviou o pacote. Mas continuamos sem saber NADA SOBRE ELE.

Um absurdo, certo?

O pacote pode conter: flores, um bicho de pelúcia, um pedaço decepado de um ser humano, um monte de documentos, uma serpente, um conjunto de panelas, um cavaquinho, uma peça de artesanato nordestino, uma calculadora científica, um livro de fábulas, as jóias da coroa, o coturno de Adolf Hitler ou uma bola de vôlei da marca Wilson…

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Do mesmo modo, uma “pessoa bonita” pode ter vários tipos de personalidades e sentimentos: doçura, sagacidade, raiva, recalque, medo, revolta, agressividade, perversidade, amor, desamor, fé, desespero, alegria, melancolia, maldade, responsabilidade, irresponsabilidade….

NÃO SABEMOS. Mas admiramos, damos valor e crédito só por causa do pacote. Mais nada.

Seria absurdo e cômico,  NÃO FOSSE este o critério para escolhermos:

– A secretária do nosso escritório.
– A babá dos nossos filhos.
– O funcionário da nossa loja.
– A aeromoça do nosso vôo.
– O garçom do nosso restaurante.
– O atendente do nosso balcão.

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