Carnaval.

O carnaval é uma festa realizada nos dias que antecedem a quarta-feira de cinzas, que na tradição católica/cristã, é a data em que acontece a queima dos ramos do domingo de ramos do ano anterior, e este fato marca o início da quaresma. O carnaval começou no Brasil no século XVII, por influência dos colonizadores europeus. Personagens europeus medievais famosos (Colombina, Arlequim, Pierrô…) foram incorporados à nossa cultura.

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(“Arlequim e sua dama” – Giovanni Domenico Ferretti)

Por conta de diversas transformações, o Carnaval do Brasil tornou-se a maior festa popular do planeta. 

Pois bem, questões históricas e antropológicas à parte (esta é uma festa repleta de significados, que percorreu o mundo ao longo de séculos, então para discutir sobre isso é preciso critério, para que não sejamos precipitados em nossas opiniões.ESTE TEXTO fala mais sobre as origens do Carnaval, e de como ele se transformou no Brasil)…

Existe uma coisa no Carnaval, da qual é praticamente impossível escapar: CORPOS! NUS! AOS MONTES! Cheios de glitter.

A banalização da anatomia e da constituição humanas nestes dias é absolutamente tremenda. Ocorre uma verdadeira esbórnia de corpos (principalmente femininos) exibidos como um bem de consumo destituído do ser humano dotado de emoção e razão, que seria o seu dono.

A TV enche nossos olhos e nossos ouvidos com matérias sobre os corpos “esculturais” das musas do carnaval, e elas mostram suas “conquistas” (peito, bunda, coxas, panturrilhas: novamente o fenômeno do desmembramento), e explicam como fizeram para conseguir.

Novamente, reduz-se a mulher ao corpo. Como se mulheres existissem para serem observadas, e como se o ÚNICO modo de uma mulher provar seu valor fosse mostrar o corpo.

Enfim, depois que o exército de bundas passar, continuaremos nossa rotina.

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