O show da vida.

Mais que nunca, vivemos na sociedade do espetáculo. Não é importante ser, também não é tão importante ter
O importante é: aparentar (ou seja, você pode até não ter, desde que APARENTE!).

Nossa pertença no mundo já foi definida pela máxima cartesiana: “Cogito, ergo sum“: Penso, logo existo.
Hoje em dia, dificilmente pensar agrega valor ou significado. Para fazer parte do mundo basta consumir as melhores marcas, basta ter um corpo bonito, basta causar uma boa impressão. A primeira. Nada além. Além do superficial, já perde a graça, é cansativo. Sofremos de um surto coletivo de neofilia: o que é novo é bom!
“Bom” é: o novo celular, o novo computador, o novo sapato, o novo esmalte, o novo aplicativo, a nova maquiagem, as novas sensações, o novo ficante, a nova balada… O que passou é refugo. Não interessa mais. Portanto, para que sejamos interessantes, precisamos estar constantemente mudando nossa aparência e adquirindo novos hábitos. E isso exige o consumo de novos produtos, claro.

No fim das contas, o que importa é nos dedicarmos à manutenção da nova máxima do século XXI: “apareço, logo existo.”

Apagam as luzes, retiram-se os cenários, acaba a música, despimos nossas máscaras… O que sobra? O que é concreto? O que nos pertence?

A sociedade do espetáculo está em plena atividade! Somos filhos e frutos dela… Mas é bom lembrarmos que todo espetáculo tem bastidores, que é a parte que o público desconhece. Nem tudo é o que parece, e as aparências, definitivamente, enganam.

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