A História de um Rinoceronte

Esta é a história de um rinoceronte… que não gostava de ser rinoceronte.

Ele era um rinoceronte amável, rechonchudo, bondoso, inteligente, alegre… mas não gostava de ser rinoceronte.

POR QUÊ ele não gostava de ser rinoceronte? Porque na terra onde que ele vivia, haviam livros que contavam histórias sobre uma terra mágica, onde as baleias eram sereias, os leões era quimeras, e os rinocerontes eram unicórnios.
Nas histórias e nas figuras dos livros, tudo era mais convidativo, elegante, bonito de se ver. Todos estavam sempre felizes, nunca ficavam tristes, frustrados e nem cansados.

Então o rinoceronte decidiu: “eu serei unicórnio”. Afinal, todos os animais do reino também desejavam ser felizes, poderosos e imortais como aquelas criaturas das histórias.

Foi então que o rinoceronte rechonchudo deixou de passear com seus amiguinhos, namorar as lindas rinocerontas, brincar, comer as coisas gostosas que ele gostava, esqueceu a mamãe, o papai e os irmãozinhos. Esqueceu a cor das borboletas e o gosto das frutas. Esqueceu o calor do sol e a simplicidade de ser nada mais (nem menos) do que ele mesmo.

Pobrezinho, coitadinho. Ele não sabe que: UNICÓRNIOS NÃO EXISTEM.

A historinha serve para ilustrar que muitas vezes as mensagens de “estímulo”, e de “auto-estima” podem provocar um efeito imediatamente contrário: fazer com que nos sintamos mal conosco.

É importante desenvolver nossas REAIS potencialidades… Para não corrermos o risco de perseguirmos unicórnios.

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