“Eu sou suficiente” (Recuperando-se da Anorexia)

Eu publiquei o vídeo abaixo na minha página no Facebook, mas ele está todo em inglês e algumas pessoas não entenderam.

Eu gostaria de adicionar legendas em português ao vídeo, mas eu infelizmente estou muito corrida ultimamente… e o projeto não sairia da gaveta. Então decidi transcrever a tradução aqui no Blog, mesmo. O vídeo da Harriet é inspirador e muito bonito. Vale a pena circular aqui no Brasil.

Segue texto:

Esta é a história de uma jovem que entrou em contato com o Buzzfeed para fazer um vídeo sobre a sua luta.

“Meu nome é Harriet. E eu tenho esperança de que todas as coisas ruins que eu passei possam se converter em uma coisa boa. É por isso que eu quero fazer este vídeo e contar minha história.

EU SOU SUFICIENTE – RECUPERANDO-SE DA ANOREXIA

Me lembro de ter imagem corporal negativa desde que tenho memórias.

Quando eu tinha 3 anos de idade, me lembro do meu pai segurando outra garotinha no colo e dizendo que ele não conseguia mais me erguer porque eu estava ‘muito pesada’. Aos 5 anos, eu sabia o que era uma caloria. Eu cresci testemunhando a minha mãe fazer dietas e exercícios obsessivamente, o que me levou a parar de tomar café da manhã e beber apenas shakes para perda depeso quando eu tinha 9 anos. Aos 10 anos, comecei a me preocupar com meu peso. E com 11 anos, já estava restringindo a minha alimentação severamente (embora eu não soubesse exatamente o que eu estava fazendo).

Eu ainda não sabia que estava desenvolvendo um transtorno alimentar.

Fiz a conexão entre comer menos e perder peso quando eu tinha em torno de 13 anos. E no começo do ensino médio, comecei a me exercitar, contar calorias, purgar e restringir a alimentação até o ponto da hospitalização.

Agora eu tenho 17. E passei os últimos três anos da minha vida entrando e saindo de hospitais e centros de recuperação. Porque eu seguia convencendo todos à minha volta de que eu estava bem para estar em casa, mesmo quando eu estava apenas aprendendo mais truques para evitar ser flagrada.

Eu menti para as pessoas que eu mais amo e me tornei uma pessoa completamente irreconhecível. Eu sacrifiquei meus mais fortes valores morais só para preservar algo que apenas estava me machucando e tirando tudo de mim.

E por ter feito isso, eu perdi tantas coisas da minha vida! Eu não sei quem sou sem o meu transtorno alimentar. Uma coisa que eu sei e que me mantém lutando: Eu quero estar aqui.

Eu quero estar apta a aceitar a ajuda, incentivo e amor que me rodeiam todos os dias.

Estou motivada a finalmente fazer as mudanças que eu sei que preciso fazer para descobrir quem eu sou de verdade.

Quando as pessoas perguntam o que eu quero ser quando crescer, eu digo a elas que eu quero ser FELIZ.

Minha meta é tornar este o ano em que minha vida vai mudar. Eu quero olhar para trás e sentir orgulho de mim.

Meu nome é Harriet. E eu tenho esperança.

Eu tenho esperança de que as pessoas que não sabem como é ter um transtorno alimentar tenham compaixão pelos que estão lutando.

Eu tenho esperança de que as pessoas que têm um transtorno alimentar sintam que têm voz. E assim se sintam menos: culpadas, sozinhas e sem esperança.

Se a minha história atingir ao menos uma única pessoa, sentirei que toda a minha jornada valeu a pena.

Ter um transtorno alimentar pode não ser uma escolha, mas você pode escolher combatê-lo. Eu posso combatê-lo. Você é forte o suficiente. Eu sou forte o suficiente.

Você é bonita (o) o suficiente. Eu sou bonita o suficiente.

Você é suficiente.

Meu nome é Harriet. E eu sou suficiente.